Desenho Universal: que diferença isso faz na minha vida?

abr 18, 2018

desenho universal
O termo “Desenho Universal” é usado para o projeto de produtos, serviços e ambientes que possam ser usados pelo maior número possível de pessoas, independentemente da idade, tamanho, habilidade ou deficiência.
Por exemplo, no caso de ambientes físicos, idealmente eles devem atender às necessidades de todas as pessoas que desejam usá-lo. Isso não significa que seja um espaço exclusivo, voltado apenas uma minoria da população. Pelo contrário. Como o nome já diz, “desenho universal” tem justamente como base a universalidade. O princípio fundamental do desenho universal é exatamente esse: permitir que o uso dos produtos, serviços e ambientes sejam feitos da maneira mais independente e natural possível, no maior número de situações, sem a necessidade de adaptação, modificação, uso de dispositivos de assistência ou soluções especializadas.  

Como se aplica o Desenho Universal?

  Ao se utilizar o desenho universal na concepção de um produto, serviço ou ambiente, o objetivo deve ser o de incluir o maior número possível de pessoas. Assim, se houver mais de uma opção disponível, deve ser escolhida aquela que for mais inclusiva. Por exemplo: ao instalar maçanetas nas portas de um ambiente físico, deve ser dada preferência às do tipo alavanca do que às do tipo bola. A maçaneta do tipo alavanca pode ser aberta com o cotovelo ou com o punho fechado, beneficiando pessoas que carregam objetos ou que têm força limitada nas mãos. Também deve ser dada preferência às torneiras do tipo monocomando, acionadas por alavancas ou através de sensor.
desenho universal
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Maçanetas e torneiras do tipo alavanca, monocomando ou com sensor facilitam o manuseio por pessoas com força ou destreza limitada das mãos.
Outro exemplo de aplicação é a construção de entradas com rampas ou em nível. Isso é igualmente útil para alguém que faz o transporte de móveis, empurra um carrinho de bebê ou usa uma cadeira de rodas. O desenho universal pode aumentar a usabilidade de um ambiente ou produto sem que isso represente um aumento significativo do custo. É uma solução que atende às necessidades de diferentes fases da vida, evitando a necessidade de adaptações posteriores, quando as habilidades ou circunstâncias podem ter mudado.  

Benefícios do Desenho Universal para o indivíduo

  O desenho universal é centrado no ser humano e respeita os diferentes graus de dificuldade que as pessoas experimentam ao usar um produto, serviço ou ambiente. Em relação à dificuldade das pessoas, os perfis dos usuários podem ser os seguintes:
  • Não possui problemas significativos, mas aprecia produtos, serviços ou ambientes bem concebidos, acessíveis e fáceis de usar;
  • Tem pouca dificuldade com todos os recursos;
  • Tem dificuldade com alguns recursos;
  • Tem problemas com a maioria dos recursos;
  •  É incapaz de usar os recursos.
Se o projeto for bem elaborado, considerando a acessibilidade e a usabilidade, serão beneficiadas pessoas de qualquer um desses perfis.  

Benefícios do Desenho Universal para a sociedade

  A distribuição etária da população mundial está mudando dramaticamente. Como resultado do desenvolvimento da medicina e da adoção de estilo de vida mais saudável, a expectativa de vida das pessoas tem aumentado, o que provoca aumento da população com mais 65 anos. Os avanços na medicina também aumentam a expectativa de vida de pessoas com deficiência física, sensorial, mental ou intelectual, bem como deficiências severas ou múltiplas. O desenho universal proporciona benefícios que fazem toda a diferença na qualidade de vida desse público em expansão. Vida independente: permite que pessoas com diferentes graus de habilidade vivam de forma independente. Diferenças atendidas: as pessoas não têm a mesma habilidade, que pode variar segundo fatores internos ou externos.  

Benefícios do Desenho Universal para as empresas

  A adoção do desenho universal provoca o aumento de mercados potenciais e o aumento da satisfação do cliente, além de outros benefícios relevantes para as empresas. Aumento do alcance do mercado: Um ambiente ou produto concebido com base nos parâmetros do Desenho Universal, e que portanto, pode ser usado por um número maior de pessoas, implica no aumento da diversidade de clientes em potencial. Satisfação e retenção do cliente: um cliente satisfeito tem o potencial de servir de multiplicador, divulgando o serviço para outras pessoas que tornam-se clientes potenciais. Market Crossover: o design voltado para um determinado público pode gerar interesse e demanda em mercados inesperados. Por exemplo, os produtos Oxo foram criados tendo em vista idosos com artrite, mas o design fez os produtos caírem nas graças do público em geral. Imagem Pública Positiva: a adoção do desenho universal demonstra que a empresa contribui positivamente para a sociedade, o que agrega a reputação de ter um alto nível de responsabilidade social corporativa. Conformidade com Legislação e Padrões: a acessibilidade e a usabilidade são geridas por legislação específica e pela definição de normas e diretrizes. O desenho universal não só promove a conformidade, mas também tem um potencial muito maior de melhorar a acessibilidade e a facilidade de uso além dos requisitos mínimos exigidos por lei.  

Os 7 Princípios do Desenho Universal

  Os 7 Princípios do Desenho universal foram desenvolvidos em 1997 por um grupo de trabalho de arquitetos, designers de produtos, engenheiros e pesquisadores de projetos ambientais na Universidade Estadual da Carolina do Norte.  

Princípio 1: Uso equitativo

O design pode ser usado por pessoas com diferentes graus de habilidade. Exemplos:
  • Portas com sensores que se abrem automaticamente.
  • Assentos adaptáveis em áreas como arenas esportivas e teatros.
  • Rebaixamento completo da via, favorecendo a mesma condição de travessia a todos os pedestres.
  • Equipamentos de autoatendimento em alturas estabelecidas dentro de uma faixa ideal de alcance manual, permitindo o manuseio por pessoas sentadas ou em pé.
 

Princípio 2: Flexibilidade no uso

O design acomoda uma ampla gama de preferências e habilidades individuais. Exemplos:
  • Tesouras que podem ser usadas em ambas as mãos.
  • Caixa eletrônico com feedback visual, tátil e auditivo, abertura para cartão afunilada e descanso para as mãos.
 

Princípio 3: Uso simples e intuitivo

O uso do design é fácil de entender, independentemente da experiência, conhecimento, habilidades linguísticas ou nível de concentração do usuário. Exemplos:
  •  Uma esteira ou escada rolante em um espaço público.
  •  Um manual de instruções com desenhos ao invés de textos.
 

Princípio 4: Informações de fácil percepção

O design comunica a informação de forma efetiva, independentemente das condições do ambiente ou das habilidades do usuário. Exemplos:
  • Dicas e instruções táteis, visuais e auditivas em um termostato.
  •  Sinalização redundante em aeroportos, estações de trem e metrô (por exemplo, comunicação por voz e visual).
 

Princípio 5: Tolerância ao erro

O projeto deve minimizar os perigos e as consequências adversas de ações acidentais ou não intencionais. Exemplo:
  • Chave de carro que pode ser facilmente inserida na fechadura em ambas as posições.
  • Recurso “desfazer” em programas de software que permite que o usuário corrija um erro sem ser penalizado.
 

Princípio 6: Baixo esforço físico

O design pode ser usado de forma eficiente e confortável e com um mínimo de fadiga. Exemplo:
  • Maçanetas do tipo alavanca em portas ou torneiras do tipo monocomando, acionadas por alavancas ou através de sensor.
  •  Lâmpadas de toque operadas sem interruptor.
 

Princípio 7: Dimensionamento e espaço para aproximação e uso

O ambiente ou elemento espacial deve ter dimensão e espaço apropriado para aproximação, alcance, manipulação e uso, independentemente de tamanho do corpo, postura ou mobilidade do usuário. Exemplos:
  • Controles dianteiros e espaço suficiente em torno de aparelhos, caixas de correio, lixos e outros elementos.
  • Portas de estações de metrô dimensionadas em função do fluxo, de forma que acomodem todos os usuários.
  • Acessibilidade
  • Adaptações
  • Agências de Emprego
  • Animais Treinados
  • Aparelhos Auditivos
  • Aparelhos e Equipamentos Especiais
  • Avaliação Física
  • Bancos e Instituições Financeiras
  • Cadeiras de Rodas
  • Departamentos de RH
  • Distribuidores de Produtos
  • Educação, Aprendizado e Treinamento
  • Entidades Públicas e Privadas
  • Equipamentos Hospitalares
  • Esportes Adaptados
  • Fisioterapia e Terapia Ocupacional
  • Hidroterapia
  • Higiene Pessoal
  • Home Care
  • Indústria Farmacêutica
  • Informática
  • Livros e Publicações
  • Produtos Ortopédicos
  • Próteses e Órteses
  • Terapias Alternativas
  • Test-drive de Cadeiras de rodas Motorizadas
  • Turismo e Lazer

Reackathon 2019

Duração:

  • 32 horas
  • 1ª Etapa – a partir das 18h do dia 14/06/19
  • 2ª Etapa – a partir do dia 15/06/19, às 08h até o dia 16/06/19 às 16h

O que é?
Um grande evento para estimular o desenvolvimento de soluções tecnológicas, bem como fomentar iniciativas inovadoras que promovam a autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, e em prol da melhoria de políticas públicas para o bem-estar da sociedade.
As soluções criadas deverão observar o tema “Tecnologia Assistiva para Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida”.

Como é a experiência?
O espírito do Reackathon poderá ser descrito pela celebre frase “work hard, play hard”. Isso porque o evento será marcado por longas horas de trabalho duro com intervalos para descompressão.
Para participar, as equipes deverão apresentar soluções que consistam em serviços no formato de sistema web (internet), dispositivos eletrônicos vestíveis (“wearables”), equipamentos de uso pessoal (“gadgets”) e/ou aplicativos para smartphones e tablets com soluções que se enquadrarem nas áreas de interesse da Saúde, envolvendo, mas não se limitando a: prevenção de doenças, cuidados básicos, diagnóstico, acompanhamento e monitoramento individualizado, processamento de dados (“big data”) e análises estatísticas, gestão e otimização de frota, gestão hospitalar, gestão de prontuário médico, mapeamento de enfermidades, gestão de jornadas e alocação de profissionais, entre outros. Em especial, os seguintes elementos serão observados na avaliação das Soluções Participantes:

Experiência Digital: As soluções devem participar de forma relevante na vida dos envolvidos, através da interação digital;

Novos Produtos e Serviços: As soluções devem remodelar, evoluir ou criar produtos e serviços que atendam às necessidades no ramo da saúde desde que focado para a Pessoa com Deficiência Física, Auditiva, Visual, Mental e Múltipla;

Otimização: As soluções devem suplementar os conhecimentos dos cidadãos através de novas soluções.

Como participar?
Para participar, basta se inscrever no formulário online a partir das 00h00 do dia 15/04/19 até às 23h59 do dia 02/06/19.
Fique atento! No dia 07/06/19 até as 23:59, será publicada na Fanpage do evento no Facebook a lista final dos participantes, além de ser enviado um e-mail de confirmação para cada um.
Confira o Regulamento do Reackathon.
A participação no evento é totalmente gratuita aos participantes!
CLIQUE AQUI E INSCREVA-SE

Comentários:

1 Comentário

  1. EDISON PINTO

    PERFEITO…Cabe à ABNT avançar nas aplicações e exigências.

    Responder

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